“Constitucionalismo e Quilombos” tem lançamento em 26 de junho, na Universidade de Brasília

 

O debate e a sessão de autógrafos com o autor Rodrigo Portela Gomes acontece na Faculdade de Direito

 

No dia 26 de junho, o autor Rodrigo Portela Gomes lança o livro “Constitucionalismo e Quilombos: famílias negras no enfrentamento ao racismo de Estado”, às 19h, no Auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (FD/UnB).

A obra do doutorando do PPGD/UnB e professor voluntário da FD/UnB apresenta, por meio de um estudo de caso, as dinâmicas raciais do conflito com comunidades quilombolas no Piauí e as estratégias de famílias negras para enfrentar o racismo de Estado.

A partir da trajetória dessas comunidades, reposiciona o quilombo como movimento constitucional e retira das mãos brancas o domínio sobre a história de luta por direitos no Brasil, pois, o apagamento da disputa constitucional pelos quilombos, impacta, no presente, na afirmação ou negação de seus direitos.

De acordo com Menelick de Carvalho Netto, professor associado da FD/UnB, o livro torna visíveis e revela inaceitáveis as exclusões vividas pelas comunidades quilombolas no Piauí. A obra renova um olhar sobre o passado, mas também sinaliza a luta pela construção de novas possibilidades de futuro.

Para Rodrigo, materializar pesquisa de mestrado em livro é uma forma de ampliar o alcance do debate. “Com ‘Constitucionalismo e Quilombos’ compreendemos que o quilombo é uma experiência do presente. A existência quilombola é um contínuo histórico que, no passado e no presente, tem agenciado estratégias de manutenção dos seus modos de viver, fazer e criar, enfim, estão (re) existindo. Outro ponto é o fato de os quilombolas terem constantemente suas vidas ameaçadas. São inúmeras situações de violações de direitos ao longo do conflito narradas no texto”, comenta o autor.

“Finalizo reafirmando: a história de Barro Vermelho e Contente é também uma história de resistência. Não é apenas uma história de dor e violência. É uma narrativa de famílias negras que por meio dos vínculos constituídos com o seu território e por laços familiares estão enfrentando o racismo do estado brasileiro”, completa.

Depois de Brasília, “Constitucionalismo e Quilombos: famílias negras no enfrentamento ao racismo de Estado” será lançado em Teresina (PI), em 12 de julho.

Sobre o autor

Rodrigo Portela Gomes é doutorando em Direito pela Universidade de Brasília; mestre em Direito e professor voluntário na mesma instituição. Membro dos grupos Núcleo de Estudos em Cultura Jurídica e Atlântico Negro Maré (UnB); Desafios do Constitucionalismo (UnB) e Direitos Humanos e Cidadania – DiHuCi (UFPI), Rodrigo também é advogado popular da Associação de Assessoria Técnica Popular em Direitos Humanos – Coletivo Antônia Flor.

Serviço

Lançamento do livro “Constitucionalismo e Quilombos: famílias negras no enfrentamento ao racismo de Estado”

Dia 26 de junho, às 19h, no Auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (Campus Darcy Ribeiro).

Entrada franca.

Classificação indicativa livre.

O livro também está disponível para compra no link: https://lumenjuris.com.br/direito-constitucional-2/constitucionalismo-e-quilombos-2019/

 

O Programa de Educação Tutorial de Direito da Universidade de Brasília (PET-Dir UnB), com o objetivo de contribuir com a divulgação da produção científica e acadêmica, torna pública a chamada para submissão de trabalhos para composição do livro Direitos Sociais e Vulnerabilidades - Volume II.

 

Link para acesso ao edital na integra: https://drive.google.com/open?id=1dTSb3xROWLZfONwYTZNjdf_33Pb25_u8

 
 
O PET Direito UnB está com inscrições abertas para apresentação de propostas para expor na mostra “Microviolências no ambiente institucional”, a fim de integrar o calendário de atividades e promover o debate sobre saúde mental no ambiente acadêmico e universitário.
 

A finalidade da mostra é a apresentação de agressões, simbólicas ou não, cotidianas e o seu papel na perpetuação de condutas que visem humilhar, ridicularizar, menosprezar, inferiorizar, rebaixar e ofender indivíduos, causando-lhes sofrimento psíquico e físico no espaço acadêmico. Pretende-se ainda, fazer uma abordagem acerca da permanência da violência moral no ambiente institucional.


O Concurso selecionará projetos artísticos, tais como fotografias, desenhos, colagens, poemas, esculturas, que serão expostos pela Faculdade de Direito em data a ser divulgada. 
O período de inscrições de propostas é de 15/04 a 15/05.


Link do edital: https://drive.google.com/open?id=1D50Ro-wTTebDwOD4naMALvDXP4us0m5_


Mais informações: www.petdireitounb.com ou na nossa página no Facebook (PET Direito UnB). PET Direito.

 

O Direito do Trabalho vive!
 
O Congresso de Trabalho, Justiça e Humanidade será uma oportunidade dos atores do Direito do Trabalho reafirmarem as premissas básicas do trabalhador.

As várias palestras permitirão uma interligação de temáticas relevantes, sempre com a ideia da partilha de conhecimentos e experiências entre realidades teóricas e práticas.

 

 

 

 

 

“Não acredito que um documentário sobre menstruação ganhou o Oscar”
 

Foi assim que a diretora Rayka Zehtabchi, uma norte-americana descendente de iranianos, comemorou ao receber a estatueta. O documentário, também produzido pela norte-americana Melissa Berton, tem a duração de 26 minutos e acompanha o cotidiano de uma pequena vila rural na Índia, onde a menstruação ainda é tabu e paira o mito de que mulheres menstruadas estão sujas ou amaldiçoadas. Essa situação impede suas frequências na escola, empregos e templos. 


Além disso, segundo o documentário, apenas 10% das mulheres na Índia têm acesso aos absorventes, situação que impacta diretamente no tema saúde das mulheres do país.

O CinePET convida à todas(os) a assistirem o documentário conosco e participarem do debate após a reprodução. Teremos pipoca e certificado de horas!

 

 

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